segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

É de graça!


Fui eu a criada com contos de fada, comédias românticas do Hugh Grant e da Kate Hudson e Dawson's Creek, mas quem vive no mundo de algodão-doce cor-de-rosa não sou eu.  Há uma ideia meio distorcida por aí do que é brigar por um amor. Não faz sentido o príncipe Phillip enfrentar um dragão pra salvar a Bela Adormecida (é essa mesmo a história?). Tipo, ele sabia se ela ia querer andar com ele de mãos dadas na Quinta Avenida pelos próximos 30 anos? Não.

O que quero dizer é que uma coisa é você insistir, brigar, se debater, arriscar, relevar, abrir mão de alguma coisa por alguém que já mostrou disposição para fazer o mesmo por você. Vão dizer que não se deve fazer nada esperando algo em troca, blá, blá, blá...  ninguém vive um relacionamento sozinho, então, o mínimo que se pode esperar da outra pessoa é um grau de comprometimento semelhante ao seu.

Que erro. Não existe isso de fazer alguém gostar de você ou fazer gostar mais. De mostrar que você é a mulher da vida, essas coisas simplesmente acontecem ou não. Ninguém começa amando ninguém. Mas se for para amar, não vai precisar de esforço de convencimento da outra parte. É assim, até com amigos, amor é de graça. E a gente perde muito tempo insistindo em quem não vale, não quer e que já deixou claro isso. E a gente sofre porque quer.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Querido Leitor



Daí, que o Guilherme foi um cara muito legal e contou o que acha do que lê aqui (obrigada, porque eu nunca sei). E eu fiquei pensando se concordava com ele quando diz que não dá pra generalizar o amor. Acho que o próprio nome do blog já responde: falar de amor é fácil, difícil é pagar as contas. Acho que todo mundo consegue se identificar um pouquinho quando houve uma história de amor ou de um pé na bunda. Porque, generalizando (sim), amor pode fazer mais feliz ou deixar sem rumo. É um sentimento que quase todo mundo entende (tem gente que não tem coração). Mas acaba aí. Cada um sente de um jeito e cada um sabe o quanto se esforça por um relacionamento. Por isso que o difícil é pagar as contas...

Eu imagino que quem lê o blog às vezes encontra aqui alguém que passa pelas mesmas dificuldades de achar e manter um relacionamento ou de superar um coração partido. O que está postado é, claro, pessoal. Do que já vivi, senti, chorei ou acompanhei. É apenas uma tentativa de resolver uma aflição minha, que, pelo visto, se parece com a de muita gente. E eu adoraria ter respostas, ler mentes e prever o futuro. Ou então também não ter coração. Isso sim seria bem mais fácil que falar de amor.

Realmente, não dá para generalizar, cada cara que aparece traz consigo uma dúzia de esperança e uma tonelada de dúvidas. E parece que a gente não aprendeu nada com a vida anterior, porque tudo é diferente ou a gente quer que seja. Mas a dor, a dor é sempre dor.

E eu concordo com você, Guilherme, se vamos sofrer, melhor nos divertirmos antes. Tem horas que a gente quer tanto ter alguém por perto que é melhor parar e tentar se entender. Melhor botar o pé no freio, porque esse desespero por ter alguém faz a gente acabar achando que qualquer um é aquele, quando é só mais um. E eu só quero um amor tranquilo, sem afobação, sem crise, que me deixe sem querer respostas. Talvez eu precise de sorte, como você me deseja, mas acho que preciso mais de calma.Quanto a você, espero que também consiga entender tudo sem precisar fazer nenhuma pergunta. E que seu coração não seja de papel para não ser levado quando chover em Londres. :)