terça-feira, 17 de julho de 2012

Só um pouquinho de romance

Eu realmente não me importo se tava na cara que um era viral. Tá, a Fernanda não existe. Quer dizer, não a Fernanda que a gente queria que existisse. Menos ainda o Daniel. Talvez as pessoas tenham compartilhado, assim como eu compartilhei o 'perdi meu amor na balada', por a ideia do amor romântico ser um desejo próximo ou talvez porque queriam alertar a Fernanda de que era melhor ela fugir, que o Daniel é louco.

Me perguntaram: e se você fosse a Fernanda o que ia achar? Isso não tem uma resposta, poderia considerar Daniel um louco e correr para a delegacia mais próxima para impedir que ele chegasse perto de mim ou poderia me derreter. A pergunta é: eu também me apaixonei por ele? É isso que muda tudo, bota o filtro cor-de-rosa que transforma as coisas mais bobas em 'uón' e outras onomatopeias.

A gente fica mesmo abobalhado quando se apaixona. Ok, ninguém precisa sair por aí fazendo loucuras de amor, mas nem por isso precisa desacreditar no romance. Se você nunca fez uma cartinha de amor, se nunca se declarou e se expôs um pouquinho que seja, você é que precisa de ajuda. Serião.

Ok, temo o linchamento agora.

domingo, 15 de julho de 2012

Sem controle

Possivelmente um dos maiores problemas de relacionamentos é querer ser dono do outro. Achar que a pessoa está na sua gaveta, querer botar coleira, cabresto. Ninguém é nossa propriedade, e nós não somos propriedade de ninguém. Ok, há de se desconfiar de alguém que não sente lá um ciuminho que seja. mas isso é bem diferente de querer controlar a vida alheia.

Eu não entendo lá disso, mas amor não é uma coisa que pode ser forçada, empurrada, não acontece sob pressão. A beleza de um relacionamento (saudável) é ter alguém do seu lado por vontade própria e sem justificativas, apenas com a certeza de que aquilo faz sentido naquele momento. Olha que legal: tem alguém aí louco o suficiente para querer estar com você! Ficar com alguém que não te quer faz dois infelizes.


Agora uma coisa nessa história é importante: honestidade. Deixe claro o que sente para não ser cobrado pelo que não pode entregar. Já parou para pensar que às vezes a gente também se deixa sufocar? Ser honesto não é ser fiel, tem a ver com sentimento e expectativa. Tem a ver com cuidar para que um não machuque muito o outro, já que sair ileso é meio impossível. Relacionamentos pressupõem confiança, é melhor ficar sozinha do que ser atormedada...


segunda-feira, 21 de maio de 2012

"...já me deu tantos motivos pra te detestar"

Ano passado eu perguntei: "Quantas vezes a gente tem de quebrar a cara ou quantos foras a gente tem de tomar da mesma pessoa para entender que não, não vai rolar?" Não estou falando das paixões fugazes às quais dediquei os últimos posts, mas de quando a gente pensa que encontrou alguém com quem realmente faz sentido. O que eu aprendi é que, na maioria das vezes, a gente entende sim que não vai rolar, mas daí a deixar de gostar é outra história.

Sabe como é difícil achar alguém para gostar, caramba (comigo acontece tipo uma vez a cada década)? Sabe? É. E daí que agora eu preciso parar de gostar? Uhum. No fim das contas, cada um tem seu tempo para esquecer, que tem a ver com o tanto que a gente se entregou. Mas pensa nisso: não vale à pena perder tempo com quem não está perdendo nem um segundo pensando em você. Doeu? Que bom (e eu estou falando isso com cara de satisfação).

Desapegar exige disposição -MUITA DISPOSIÇÃO. Tem de apagar vestígios do cara, como o número do telefone e as mensagens trocadas, e deixar de obcecar (quem procura acha, acha o que não quer saber). É preciso controlar a vontade de ligar e racionalmente não pensar mais nele. Aos poucos, você colocando outras prioridades do lugar dele, mas para isso é preciso sair da zona de conforto (como é que alguém pode ficar confortável sofrendo?).

Eu diria que esse é o método homeopático de superação.

Bom mesmo é quando você pega preguiça do cara. Ai, superar é fácil e não tem volta. É um estalo. O chacoalhão que faltava. Você só precisava de mais uma demonstração do egoísmo dele. A reação a isso é ânsia, não é sofrimento. A preguiça é tanta que dá ZZZZZZ...


domingo, 15 de abril de 2012

Sério demais para levar a sério

Tá. Não existe essa de se apaixonar direito. Não existe. Existe se apaixonar e dar certo. Acontece é que quase sempre NÃO dá certo.  E é um saco, e a gente fica triste e chora. E tem todo aquele drama. E precisa de um tempo para começar de novo, para querer arriscar quebrar a cara de novo.

Não tem muito jeito não, já diria a Amy, love is a losing game. É. Então eu vou sugerir de novo para a gente se apaixonar mais, eu sei que parece contraditório, mas se em vez de apostarmos todas as nossas fichinhas em uma só pessoa, dividirmos em várias mesas, a gente não sente tanto quando perde, se diverte mais. Se ganhar, é lucro. Não dá para levar tudo a sério logo de cara, ainda mais quando estamos falando de uma coisa tão séria quanto o coração.

Se apaixonar não deve ser tão difícil, é só tirar os filtros -eles não servem para nada mesmo. "Permita-se", dizia uma amiga para mim. E ela virou tipo uma vozinha na minha cabeça. "Permita-se!". Isso de precisar proteger o coração *bocejo* está criando uma geração de frustrados, recalcados. Melhor se empolgar cinco minutos, não acha?


terça-feira, 3 de abril de 2012

Like the flame that burns the candle

Me apaixonei outro dia. Durou só um momento, mas foi um momento fabuloso. Ele não era extraordinário, mas estava lá, presente. Naqueles cinco minutos de paixão, tudo fez sentido. Todo mundo deveria se apaixonar mais, mesmo que por só um momento. Não estou falando dessas paixões arrasadoras, mas dessas quase adolescentes, que duram pouco e não deixam marcas. Aos 12 anos, fui perdidamente apaixonada por um menino do clube. Acho que ele nunca se preocupou nem eu saber meu nome e, mesmo assim, eu tinha certaza de que seria feliz para sempre com ele. *sight* Sem exigências e sem frustrações.

Envelhecer 'enchatece' (?) as pessoas. Queremos certezas. Não dá para se apaixonar aleatóriamente, é preciso justificar tudo, há uma série de requisitos que precisam ser preenchidos (cada um tem os seus, mas é fundamental fazer rir). Quando já é difícil, a gente deixa tudo ainda mais complicado. Tá, ninguém precisa planejar uma vida juntos. Não precisa planejar nada, essa é a graça. "Não é amor. É bobagem", vão dizer. Concordo, mas não exatamente essa a ideia? A gente ser um pouco leve, um pouco bobo. Sem vergonha. Lembrei daquela cena do 500 Dias, a única em que o Tom parece satisfeito:




Talvez o problema não seja se apaixonar em si, porque a gente tem esse monte de requisitos e, no fim, não escolhe muito. O problema é levar tudo a sério, querer transformar tudo em amor. Igualzinho ao Tom. Para que colocar tanta pressão? Tudo é o que tem de ser, e a gente não tem muito poder de decisão sobre isso. Não temos nenhum poder de decisão. Por que tudo tem de ser sério? Eu quero me apaixonar na fila da padaria, quero me apaixonar pelo cara que me chama para dançar, quero mudar de ideia e de gosto do sorverte, quero todas essas bobagens adolescentes que nunca me fizeram sofrer, mas me fazem dar muita risada.