domingo, 11 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

É de graça!


Fui eu a criada com contos de fada, comédias românticas do Hugh Grant e da Kate Hudson e Dawson's Creek, mas quem vive no mundo de algodão-doce cor-de-rosa não sou eu.  Há uma ideia meio distorcida por aí do que é brigar por um amor. Não faz sentido o príncipe Phillip enfrentar um dragão pra salvar a Bela Adormecida (é essa mesmo a história?). Tipo, ele sabia se ela ia querer andar com ele de mãos dadas na Quinta Avenida pelos próximos 30 anos? Não.

O que quero dizer é que uma coisa é você insistir, brigar, se debater, arriscar, relevar, abrir mão de alguma coisa por alguém que já mostrou disposição para fazer o mesmo por você. Vão dizer que não se deve fazer nada esperando algo em troca, blá, blá, blá...  ninguém vive um relacionamento sozinho, então, o mínimo que se pode esperar da outra pessoa é um grau de comprometimento semelhante ao seu.

Que erro. Não existe isso de fazer alguém gostar de você ou fazer gostar mais. De mostrar que você é a mulher da vida, essas coisas simplesmente acontecem ou não. Ninguém começa amando ninguém. Mas se for para amar, não vai precisar de esforço de convencimento da outra parte. É assim, até com amigos, amor é de graça. E a gente perde muito tempo insistindo em quem não vale, não quer e que já deixou claro isso. E a gente sofre porque quer.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011